Resenha: Metrô (Joshua Rubberman)




Livro: Metrô
Autor: Joshua Rubberman
Editora: Pandorga
Páginas: 240
Ano: 2015
Sinopse: “Algo que me chocou profundamente durante meu curto aprendizado ao lado de Loan, foi a cena repleta de sangue e ódio em que um homem mata a sua mulher após ter acabado de dar à luz. O recém-nascido foi vitimado na sequência pela fúria incontrolável do pai. Na ocasião, eu sequer sabia da profusão de sentimentos que envolvem o nascimento de uma criança em uma situação normal. Tão inimaginável quanto, precisa ser o poder de uma força destrutiva contrária, capaz de inverter toda a lógica daquela situação. E mesmo assim, ausente de qualquer sentimento - algo peculiar à nossa raça - jamais esquecerei aqueles momentos tão estranhamente desconfortáveis.
Amor, ódio, alegria ou tristeza. Palavras tão estranhas quanto a sua reação nos humanos, quando analisadas sob a perspectiva de um loren. No seu mundo - se vocês pudessem nos ver - nós seriamos a personificação da energia em tons de azul. Em nosso mundo, vocês chamariam a atenção devido as estranhas reações quando submetidos aos vários tons de energia, em especial a de coloração vermelha. Energia a qual julgávamos ser imunes, até pouco tempo atrás...”


Meu coração se enche de alegria toda vez que eu leio um livro nacional e sou pega pela história de tal forma, que não consigo largar o livro. E foi exatamente isso que aconteceu durante a leitura de Metrô. A história criada pelo autor e a maneira como ele a conduziu, inserindo emoção, e personagens incrivelmente cativantes, fez esse livro entrar para a lista de continuações mais esperadas por mim; afinal, é uma trilogia, e ele soube deixar as pontas ideais certas, aguçando como nunca a curiosidade de nós, leitores vorazes.

Metrô é um livro de ficção científica que vai trazer a história dos Lorens, seres extraterrestres que são pura energia. O Hyacin (energia azul, pura) acreditavam até pouco tempo que eram imunes ao Cerven (energia vermelha, negativa), porém, isso muda quando um loren, após uma grande exposição à essa energia, é tomado por uma fúria incontrolável e quase destrói a estação em que os lorens atualmente vivem, o Metrô. Com isso os lorens terão que descobrir uma maneira de driblar o Cerven, já que agora ele não é apenas um leve incômodo, mas uma ameaça real. Mas o livro não conta a história apenas dos lorens, mas também de nós humanos, e como somos influenciados pelo Hyacin e pelo Cerven, assim como a preocupação de nossos queridos Lorens com a raça humana, afinal durante o livro várias cenas realmente chocantes são expostas e o que mais me deixava com o coração apertadinho era saber que eram situações reais, vividas por pessoas de maneira cotidiana até.

Eu achei incrível a criação dos personagens, tanto lorens, como humanos e o quanto eles pareciam reais para mim, quase palpáveis. Eu me sentia conectada com eles, sofria por eles e talvez me atreva dizer que sentia como eles. Acredito que isso se deveu ao fato de, como eu disse, eles terem sido muito bem trabalhados e viverem situações muito reais. A história é inovadora, eu nunca li nada que ao menos lembrasse a história de Metrô.

A capa diz muito sobre a história, eu achei ela simplesmente incrível! A diagramação está impecável, o que deixa a leitura muito prazerosa e, além disso, só encontrei poucos erros de revisão ao longo da leitura. Acredito que não importa o quanto eu fale, não será o suficiente para dizer o quanto esse livro me tocou, eu diria até que me modificou enquanto pessoa. Apenas posso dizer: Leiam, e se apaixonem por esse livro! Eu fiquei roendo as unhas aguardando a continuação dessa trilogia!


"A energia atinge seu ápice, e então a ligação entre Loan e o pai é desfeita. O pai abraça o filho, gesto que faz a sala brilhar ainda mais, sua força já começa a invadir os corredores, espalhando hyacin por todos os lados. A vida está de volta, o bem está de volta. Loan então desliga a esfera."




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